Lisa Kudrow e Courtney Cox, no seriado Web Therapy. (Fonte: da internet)
Em um artigo escrito para a Forbes, Steven Rosenbaum deu a mão à palmatória: séries para web é o futuro!
Entre tantas outras coisas que a internet nos proporcionou, a revolução no consumo de produtos midiáticos está dando o ar de sua graça. As séries produzidas para TV fizeram sucesso estrondoso nos anos 90, que se estendeu nos anos 2000. Só que elas estão começando a perder espaço para o “WWW” (“what, when and where the audience wants).
Quando se fala em séries para web, não se trata de baixar seriados pela internet, mas de toda uma produção pensada exclusivamente para o internauta, não para o telespectador. Nesse sentido, a Netflix arriscou TUDO na série House Of Cards. Quando falo TUDO, é TUDO mesmo, tanto dinheiro quanto formato.
Entre tantas outras coisas que a internet nos proporcionou, a revolução no consumo de produtos midiáticos está dando o ar de sua graça. As séries produzidas para TV fizeram sucesso estrondoso nos anos 90, que se estendeu nos anos 2000. Só que elas estão começando a perder espaço para o “WWW” (“what, when and where the audience wants).
Quando se fala em séries para web, não se trata de baixar seriados pela internet, mas de toda uma produção pensada exclusivamente para o internauta, não para o telespectador. Nesse sentido, a Netflix arriscou TUDO na série House Of Cards. Quando falo TUDO, é TUDO mesmo, tanto dinheiro quanto formato.
House of Cards é um thriller político protagonizado por Kevin Spacey, que interpreta um democrata sedento pelo sucesso na Casa Branca. Para obter o que quer, não medirá esforços e passará por cima de todos que estiverem em seu caminho. Para isso, conta com o apoio incondicional de sua esposa, papel denso interpretado pela ex-Sean Penn, Robin Wright (que está absolutamente estonteante). A imprensa tem papel fundamental na trama com a novata Zoe (Kate Mara), que se envolve mais do que deveria com o personagem de Spacey. As atuações são memoráveis e a produção é impecável.
A Netflix investiu, nada mais, nada menos, que R$ 100 milhões somente nesta série. Outras quatro estão programadas para serem lançadas ainda este ano, inclusive a série de horror Hamlock Grove. A Amazon, principal rival da Netflix, não fica atrás. Está produzindo episódios pilotos de séries diversas que serão analisadas pelos internautas. As que tiverem mais votos serão encomendadas para lançamento ainda este ano.
E por que estas séries vão dar certo? Por vários motivos. Aqui, vou citar só 4.
1º Tempo. Quem não gosta de assistir um bom seriado? Daqueles que te prendem, te envolvem a ponto de você quase não conseguir esperar pelo próximo episódio. Mas não tem conversa. Pra acompanhar, só na próxima semana. E se você não tiver trabalho, estudos ou outras coisas que te impeçam de ver a continuação do seriado. Pois é. Agora você não precisa mais esperar. Esta foi mais uma tacada de gênio da Netflix: disponibilizar todos os 13 episódios de HoC de uma vez só. Dessa forma, você pode assistir quantos episódios quiser, em sequência. Não precisa esperar. Se você tiver um fim de semana ocioso, você consegue assistir toda a primeira temporada (cada episódio tem quase 1 hora de duração). Mas, depois de assistir a temporada toda num fim de semana, é necessário esperar o lançamento da próxima temporada, no ano seguinte.
2º Espaço. Com as produtoras de TV se matando para conseguir um lugar ao sol, a internet não tem disso. Na internet, tem espaço pra todo mundo. Basta ter dinheiro pra investir numa boa produção e... VOILÀ! Sua série está à disposição do mundo todo.
3º Inovação. Infelizmente, a maioria das séries de TV seguem um formato padrão. Quando surge uma série inovadora, o sucesso é estrondoso. A web permite experimentações. O seriado Web Therapy, estrelado e produzido pela eterna friend Phoebe, Lisa Kudrow, bombou na internet em 2010. Depois disso, o canal Showtime resolveu transportar as sessões de terapia de 5 minutos da psicóloga Fiona Wallice para a TV. A séria já vai pra sua 3ª temporada. Será que a série teria espaço na TV, caso não tivesse feito sucesso na web?
4º Interatividade. Tanto nas séries produzidas para TV quanto nas produzidas para web, o interesse é o mesmo: audiência e lucro! Nas TVs, os donos das emissoras discutem formato, verba, elenco, etc, com as produtoras destes seriados. Na web, os donos das emissoras vão direto na fonte: o usuário dos serviços. Exemplo da Amazon aí em cima (consultar usuários) e da série House Of Cards. Antes de qualquer investimento, a Netflix fez uma pesquisa entre seus usuários. Esta interatividade permite uma maior possibilidade de aceitação da série.
E quem sai ganhando nisso tudo? Nós! Amantes dos bons seriados e tramas! Que venham mais serviços de filmes e séries via streaming! Mais concorrência, mais oferta, menor preço!
* Com informações do site do Estadão.

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