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quarta-feira, 27 de março de 2013

Corrupção x Pátria Amada: Quem dá mais?


A eleição de Renan Calheiros para a presidência do Senado está dando pano pra manga. Graças a Deus! Ou a quem quer que seja o chefe dessa loucura chamada MUNDO.
Aproveitando a onda de protestos e manifestações que varrem o mundo, parece que os brasileiros estão começando a despertar. No último sábado, 23, diversas passeatas foram feitas em todo o Brasil, pedindo o impeachment do senador alagoano. Antes disso, surpreendentes 1,6 milhão de pessoas assinaram uma petição online contra Renan. Nas redes sociais, páginas como FORA RENAN CALHEIROS e IMPEACHMENT DO RENAN CALHEIROS ganham cada dia mais adeptos.
Mais do que a luta contra a corrupção, estas manifestações representam uma mudança da cultura passiva do brasileiro. Passividade esta que não é deliberada por parte dos indivíduos, mas um reflexo da construção do nosso país. Afinal, desde que os portugueses aqui chegaram o povo brasileiro não teve oportunidade de se manifestar. A esta classe sempre foram destinadas as tarefas braçais. E aos privilegiados, geralmente portugueses ou descendentes destes, cabia o exercício do pensar.
E assim o brasileiro foi se acostumando ao pão e ao circo. O pensamento conformista tomou conta de cada indivíduo, do Oyapock ao Chuí. Pensavam: "Se tenho o que comer, o que vestir e diversão, por que me incomodar?"
Passaram-se anos, e gerações, e oportunidades de transformar este pensamento, mas nada foi feito. Você pode perguntar: "Mas e a Independência? E a proclamação da República? E o fim da ditadura? Não foram revoluções?". Então eu te respondo: "Nada disso veio efetivamente do povo, mas das elites, daqueles privilegiados, das minorias que governavam para si mesmas e que não queriam perder seus privilégios."

As passeatas recentes ao redor do mundo mostraram efeitos, no mínimo, interessantes nas políticas de seus respectivos países. Embora timidamente, o Brasil tem aderido a estes manifestos e protestos contra a corrupção. Uma luz no fim do túnel do comodismo e da inconsciência política. Lentamente, o brasileiro, acostumado a deitar eternamente em berço esplêndido, acorda para a calamidade que se tornou a prática da corrupção entre nossos políticos. E ouso dizer que essa manifestação vem, sim, da população. A elite continua no poder. Permanece com suas regalias e privilégios.
Otimismo? Utopia? Talvez! Mas realmente acredito que ouviremos muito em breve o brado retumbante de um povo definitivamente heroico.

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